Ar que invade meus pulmões,
Queima minha garganta,
Luta contra todas as tentativas de repressão...
Impossibilitada de manter-me imutável,
Grito!
Indignações, suplicas, receios...
Por quanto tempo os suprimi,
Por quanto tempo os mantive apenas em minha essência.
Medo, vergonha; tentação.
Finalmente vencidos em um momento de coragem... Vitória.
Momento por muito idealizado,
Com todas as minhas forças...
Com todo o ar que impregnava meu corpo, brandindo meu interior...
Gritei! Com toda a ferocidade e desejo... Gritei.
Nenhum som foi emitido.
Nenhum eco de minha aversão foi pronunciado,
Nenhuma pista de meus sentimentos foram traduzidos...
De tudo, nada adiantou.
Nada mudou.
Apenas restou silêncio.